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terça-feira, 24 de maio de 2011

Precisa-se de mão de obra para construir um país

Prezados, aos poucos estou voltando às atividades. Para começar proponho uma reflexão com o texto abaixo. Deem sua opinião por favor. Retirei do site sotextos.com.

Precisa-se de mão de obra para construir um País
Pablo Teach


    Como é difícil construir uma grande nação com mão de obra desqualificada. Temos um ótimo terreno, boa matéria prima, já até pegamos o dinheiro com agiotas internacionais para construí-las, mas definitivamente falta mão de obra qualificada .
    Dizia o Premier Churchill, “todo povo tem o governo que merece”. Deveras que estava certíssimo a respeito.
    A crença anterior era que Collor não servia como também não serviu Itamar e FHC, agora dizemos que Lula não serve .
    E o que vier apos o Lula também não servirá, aposto isso com você.
    Por isso começo a suspeitar que o problema não estava no ladrão que era Collor nem na farsa que é o Lula.
    O problema esta em nós como POVO!!!
    O brasileiro taxa os políticos como desonestos, sem qualificação e preguiçosos e logo fico a imaginar como seria uma leva de políticos honestos, bem qualificados e trabalhadores querendo construir um grande país sem mão de obra qualificada.
    Nossa brasilinidade nos ensina a arte de sermos individualistas e espertos.
    Moro num país onde o telefone público externo jamais poderá ter uma lista telefônica , onde o usuário procura pelo numero e após achá-lo deixa a lista onde está, sem levá-la para casa, tampouco vendê-la como quilo de papel .
    Pertenço a um pais onde não se pode perder uma passagem de ônibus pois provavelmente o espertalhão que a acha-la logo se encaminhará para o guichê da empresa querendo, SEU DINHEIRO DE VOLTA PORQUE NÃO IRÁ MAIS VIAJAR, onde as pessoas pouco importam se quem perdeu tem dinheiro para comprar outra passagem .
    Onde empresário desonestos donos de empresas de ônibus reencarroça ônibus com quase 30 anos de uso na intenção de iludir o passageiro que o ônibus é todo novo, quando na verdade apenas a carroceria é nova.
    Um país que tem um exercito inútil na paz e incapaz na guerra, onde seus comandantes ao invés de fazer treinamento tático para evitar fazer vergonha com fizeram na campanha de Canudos e na Guerrilha do Araguaia gastam seu tempo tramando golpes como fizeram em 1930 e 1964 .
    Queremos construir num terreno onde não existe terremoto, maremoto, tsunami, furações, vulcões e tremores de terra uma grande nação com funcionários públicos que saqueiam as repartições publicas a fim de levar papéis, borrachas, clipes, canetas, e tudo que se puder carregar para casa e repartir com seus parentes e vizinhos.
    Onde quando convocado para depor numa CPI o depoente insiste em repetir durante todo o depoimento um sonoro NÃO SEI RESPONDER, SENHOR PRESIDENTE.
    Onde banheiros públicos não podem ter sabonete, toalha de rosto e papel higiênico porque seus usuários ou fazem mal uso desses objetos OU SIMPLESMENTE OS COLOCA NA BOLSA E OS LEVA PARA CASA .
    Um país onde a maior autoridade (o presidente da república) é taxado pela imprensa estrangeira como alcoólatra, e dá infelizes entrevistas como aquela que que ele desincetiva a leitura.
    Onde cada praça deste pais tem que ter ao menos 4 vigilantes se alternado para evitar que algum espertalhão leve a TV da praça para casa, bem como o vaso sanitário e as plantas mais interessantes.
    Nascido aqui entristeço-me , pois que Lula renunciasse ainda hoje logo seu sucessor terá que trabalhar com a mesma falta de matéria prima .
    NÃO NÃO NÃO , já é hora de dar um basta neste “JEITO ESPERTO DE SER BRASILEIRO” é hora de rever-mos nossos qualidades como seres humanos, quero pertencer a um pais onde a “ESPERTEZA” NÃO é uma moeda tão ou mais valorizada que o dólar.
    Quero pertencer a um pais onde ficar rico da noite para o dia não será uma virtude mais apreciada que formar uma família baseada no respeito aos demais.

Esse texto é excelente pois trata da questão acerca da responsabilidade que existe dentro de nós. Temos a mania da achar que a culpa é sempre do outro. Por exemplo, falamos mal do governo, mas esquecemos de fazer a nossa parte como cidadãos, de darmos exemplos para nossos filhos. Hoje em dia se um professor chama a atenção de um aluno, é capaz da mãe vir  discutir com o professor, sem sequer questionar o comportamento do filho. Onde pessoas atravessam a rua com o sinal de pedestres fechado, sem aguardar  e depois que sçai atropeladas reclamam. Infelizmente a matéria prima está ruim, a origem está ruim, a educação e o descaso com ela.. Pensem e opinem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Baby Laughing Hysterically at Ripping Paper (Original)



Essa é pra rir um pouco. Tem umas coisas que são bem curiosas no youtube. Outro dia encontrei esse vídeo. Um bebê gargalhando ao som de uma folha de papel sendo rasgada. Fico imaginando o porque disso, o que teria de tão engraçado nisso? mas sabe de uma coisa só a risada é contagiante. Me faz lembrar de crises de riso. Quem é que nunca teve uma crise de risos assim. Me lembro de uma vez na faculdade de Letras, uma amiga havia desenhado o rosto da professora de inglês em um coelho, e me mostrou. O desenho era perfeito e a professora tinha de fato dentes digamos avantajados. Eu lembro que chorei de rir. Todo mundo olhando pra minha cara e eu não conseguia parar de rir... Quem nunca teve uma dessas crises de riso...

até a próxima

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aconteceu em sala de aula



Boa noite prezados.

Eu, além de professor de inglês, leciono uma disciplina denominada projetos. Como sou formado em Direito, percebi  que poderia ensinar  noções de cidadania e direito, algo que nos falta muito. Sei que não posso consertar o mundo, mas faço minha parte.
Um dia como avaliação  passei um trabalho em grupo para meus alunos do ensino médio, muito conhecido por quem já fez dinâmicas de grupo para emprego, chama-se abrigo subterrâneo.   A situação é a seguinte: imagine que o mundo passou por uma guerra e restou você  e 12 pessoas. Você  terá a missão de  escolher seis pessoas para entrar em um abrigo subterrâneo e ter a chance de repovoar e reconstruir o mundo.  Cada pessoa que você escolher deverá ter algumas características importantes  que ajudarão na reconstrução do lugar.   O que eles não sabiam é que a lista de pessoas seria bem especial  pois eu coloquei, uma criança, uma mulher louca, um cientista com uma invenção misteriosa, um advogado negro, uma mulher  cega, um engenheiro com HIV, um médico homossexual  e daí por diante.
A idéia era tirá-los da zona de conforto e fazê-los pensar acerca de outras realidades e como lidar com elas. Estimular a criatividade e etc. Eles deveriam perceber que o advogado poderia criar regras organizacionais, leis e etc. A criança representaria o futuro, o novo, o engenheiro  reconstruiria o mundo, a mulher geraria filhos. Eles  já estavam inquietos  e sem saber muito o que fazer e um deles falou, nossa só tem gente braba, eu respondi, mas o mundo não é perfeito e temos de trabalhar com o que temos, aceitar diferenças e etc. 
Já no finalzinho do trabalho, um dos alunos falou, eu estou quase acabando, mas eu não sei o que uma pessoa cega poderia fazer no mundo, em tom de deboche. Ao que eu respondi  - Bom, o fato de termos pessoas assim  não qualifica ou desqualifica ninguém. Falei por exemplo  da minha experiência como estagiário da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, onde conheci um defensor público cego, e que me inspirou muito. Dr Valmeri Jardim.  Disse que o fato dele ser cego não o desqualifica, pelo contrário, ele é muito inteligente e ajuda muita gente lá.
Isso tudo me fez pensar o quanto as pessoas podem não conhecer a realidade das outras, seja por ignorância ou qualquer outro motivo. Fiquei impressionado com o que esse meu aluno disse e me fez pensar na questão da integração entre  pessoa com deficiência e "normais" ,  e o quanto ainda estamos longe de vivermos em um país digno, em que as pessoas se respeitem e percebam  suas potencialidades. As vezes o micro-ambiente da sala de aula nos mostra uma fração de nossa sociedade, como é e como será. 


Até o próximo post. 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Doação de cadeiras de rodas - Urgente até 20/05

Prezados, boa noite, divulguem 

 O Rotary Club vem convidar as Instituições no Projeto Cadeiras de Rodas para preparação da nova distribuição de 2011 com cerca de 200 cadeiras para pessoas carentes, conforme os dados abaixo:

1)      Data prevista de distribuição  16-20 de Maio de 2011 de 8:00h às 18:00h;

2)      Local de Distribuição Clube Naval de Charitas, Av. Carlos Ermelindo Marins 68, Jurujuba, Niterói, tel:(21)2109-8100;

                                      Identidade(Levar no dia da distribuição), a Medida do Quadril(não cintura), 

3)      Todos pacientes devem comparecer no Clube Naval no dia marcado para adequação de sua respectiva cadeira de rodas;


                           Contamos com o Apoio de todos vocês para o Sucesso do Projeto, e ficamos a disposição para qualquer informação.


É verdade, estive no local hoje, são cadeiras recondicionadas, mas muito boas. Solicito que repassem  essas informações pois havia poucas pessoas no local.

Até o próximo post






terça-feira, 10 de maio de 2011

Problemas corriqueiros

Boa noite pessoal, estou há algum tempo sem postar por um problema que me acometeu essa semana. Como cadeirante, um dos problemas mais comuns de ocorrer além das terríveis escaras, são problemas na coluna. O que aconteceu comigo foi o segundo, escaras já não tenho há um bom tempo.  Tive dores bem fortes na coluna e que estavam irradiando para os braços. Fui ao médico e fui informado que estava com dois pontos de fragilidade, na cervical e na lombar. Estou fazendo sessões de fisioterapia e medicação. Assim que estiver melhor volto a postar com mais frequência.

Abraços

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Prédios públicos e consciências adaptadas

Boa noite, pessoal


Eu fui até a Metro III hoje, no Méier, em razão da cisão da metro X em duas metros ( 3 e 6)  e  para ver a possibilidade de troca de escola pois apesar de gostar da muito da minha atual escola, situada em Curicica, estava bastante dificultoso ir até o local, pela falta de ônibus adaptados. Os poucos que consigo tenho de fazer baldeação de 2 a 3 ônibus, além de carona. Sem contar que por ser um Ciep, as rampas estavam acabando com meu ombro. Ressalto ainda que já caí na escola por conta do chão irregular do local.

Bom, chegando na Metro III , fui surpreendido por uma longa escadaria, assim como havia na metro X, a qual minha atual escola pertence, o que me fez pensar novamente na questão da adaptação de prédios públicos, minha grande luta no momento. Havia 3 lances de degraus com mais ou menos 7 degraus cada lance.

Tive de esperar a boa vontade de alguém descer pra me auxiliar, fui muito bem atendido por sinal pela pessoa que desceu, mas como ainda está tudo muito confuso no local por conta da reestruturação administrativa da metro, não tive uma resposta imediata,  sob promessa de receber uma ligação. Vamos ver no que vai dar.

 Eu acho curioso a falta de preparo e desse país, que simplesmente não se dá conta de que há professores e pessoas cadeirantes. Assim como também há alunos cadeirantes, ou com qualquer outra questão de mobilidade reduzida, deficiência visual, seja transitórias ou permanente.

Prestei o concurso, fiz perícia e fui aprovado como qualquer outro profissional, mas na hora de trabalhar eu pergunto, como? Se a maioria, senão todas as escolas tem degraus, declíves, banheiros com portas estreitas.

Abandonar o cargo? e deixa de ter a possibilidade de fazer a diferença e conscientizar pessoas? De exercer a cidadania? Gosto muito do que faço  pra isso.


Com relação a adaptação, não e só a de estruturas físicas que deve ocorrer, mas principalmente a de consciências. Pergunto, ainda que retoricamente,  até quando isso vai ficar assim? vejam as fotos do local





Até o próximo post.